SUPREMACIA DA MILONGA

Aqueles que acompanham o nosso trabalho no ambiente da comunicação, provavelmente perceberam o rotineiro interesse e a satisfação que temos em elaborar e publicar dados estatísticos resultantes dos trabalhos de pesquisa e processamento de informações que efetivamos, sobretudo no ambiente do nativismo gaúcho. Por favor, entendam como Nativismo, exclusivamente o universo inerente aos festivais, de música e de poesia. 
Nosso mais importante projeto neste sentido é o "Destaques dos Festivais", que promovemos desde o ano de 1998, quando a internet ainda era discada e nem se sabia o que eram "redes sociais". 
No começo, divulgávamos o resultado apenas nos veículos de comunicação aos quais estávamos vinculados. Mais recentemente, passamos a entregar troféus aos agraciados, em grandes encontros, marcados pela confraternização e pela amizade recíproca.  Coisa linda de se ver. 
Bueno, mas voltemos a estatística e as curiosas revelações que a junção destes dados nos proporciona.    
Uma destas constatações, diz respeito aos gêneros musicais das canções e das obras instrumentais vencedoras dos festivais de música do ano de 2018, cujo desfecho gostaríamos de dividir com os amigos a partir de agora.

Nos festivais de Música Instrumental, foram considerados 7 (sete) trabalhos premiados com o Primeiro Lugar.  Os gêneros musicais ficaram  configurados da seguinte forma:        
Chamamé               02
Milonga:                 02                              
Samba/Choro:       02                              
Vaneira:                 01
 No universo dos festivais de Canções (letras com melodia), foi registrada a existência de 13 (treze) gêneros musicais distintos, entre as 38 composições premiadas em Primeiro Lugar.
Acreditamos não ser surpresa para ninguém, o predomínio da Milonga, que pode ser constatada em 19 (dezenove) das músicas vencedoras.  Ou seja, metade das canções que obtiveram premiação máxima nos festivais é Milonga.

Vejam a relação dos ritmos que frequentaram os palcos dos festivais e saíram consagrados:  
Bugio:                       01
Chacarera:              02
Chamamé:              04
Chamarra:              02
Cifra:                       01
Maçambique:        01
Milonga:                19
MPB:                      01
Polca:                     01
Samba:                  02
Toada:                   01
Valseado:              02
Zamba:                  01

A par destes números, nos sentimos impelidos a encaminhar um questionamento aos  compositores, músicos e demais entendedores do assunto:    
Que razões poderiam explicar a supremacia da Milonga no universo do nativismo gaúcho ?