Homenagem ao Gaúcho Desgarrado do Pago

Esta música é uma homenagem a todos os gaúchos que vivem em outros estados e países, que mesmo estando tão longe de sua querência, ainda guardam no coração a lembrança das tradições, e não esquecem dos seus pais, parentes e amigos que saudosos ficaram.

Lembra das rodas de mate, do churrasco, das músicas, das danças, da reunião de amigos e parentes prá jogar conversa fora. Lembra do amor que existe no seio da família, que envolve e ensina o gaúcho desde piá a ser homem corajoso e respeitador das prendas e dos costumes.

Esta música é um lindo poema, amparada pela melodia de uma cordeona chorosa da maneira mais original e tradicional. As palavras desta música são a sincera expressão de um grande espírito gaúcho. Quando achares que é hora, volta que o pago ainda é teu!

Aos Desgarrados do Pago

Leonardo

Aos desgarrados do pago
Que tem no peito uma ansia
De encurtar a distância
Da Querência onde nasceu
Estou trazendo notícias
Numa cantiga de afago
E o recado que trago
Ao filho que se perdeu

O Rio Grande não esquece
De todos os desgarrados
Que mesmo estando afastados
Não perdem a identidade
E o que mais tem importância
Do tamanho da distância
Sempre é menor que a saudade

Quando tu fostes embora
Prá viver nova experiência
Saibas que a terra que amas
Também chorou tua ausência
Se um dia o céu te chamar
Marcando o fim da existência
Morre gritando Rio Grande e manda a alma prá Querência 2x

Vou te dar outras notícias
Prá te deixar mais contente
O cantar da nossa gente
Está bem mais xucro e mais chão
Quiseram fazer mudanças
No nosso regionalismo
Mas o puro gauchismo
Ainda joga de mão
Nesta cordeona que escutas
Fazendo amparo pro tema
Sonorizando um poema
Despretencioso que fiz
É uma homenagem sincera
No coração deste cuera
Prá te fazer mais feliz

Quando tu fostes embora
Prá viver nova experiência
Saibas que a terra que amas
Também chorou tua ausência
Se um dia o céu te chamar
Marcando o fim da existência
Morre gritando Rio Grande e manda a alma prá Querência 2x

Quando fizeres um fogo
Prá um churrasquito na brasa
Sei que vais lembrar de casa
Do fogonear no galpão
Não te envergonhes de nada
Se a saudade te abraça
Junta o choro da fumaça
Ao pranto do coração
Fale do pampa gaúcho
Com orgulho e reverência
Não te esqueças da Querência
Que ela nunca te esqueceu
Não sei porque foste embora
Mas quando achares que é hora
Volta que o pago ainda é teu

Quando tu fostes embora
Prá viver nova experiência
Saibas que a terra que amas
Também chorou tua ausência
Se um dia o céu te chamar
Marcando o fim da existência
Morre gritando Rio Grande e manda a alma prá Querência 2x

Comentários   

0 #1 ANTONIO CEZAR BIAZOT 01-12-2016 12:20
RIO GRANDE minha patria minha vida.
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